Cada Homem é um Universo

“O homem é um universo em si”

Conforme vamos crescendo e aprendendo a integrar a sociedade, as suas regras e costumes vão lentamente se fixando em nós. Certamente, elas são importante para manter uma ordem que permita tudo funcionar em harmonia. Contudo, há limites, e o principal é o limite da individualidade. 

A individualidade é o “conjunto das qualidades que compõem a originalidade, fazendo com que algo ou alguém seja único”. E assim somos nós: histórias, experiências, memórias, sonhos, objetivos, referenciais. São tantas as nuances que às vezes, sendo tão difícil conhecer a si mesmo (que estamos a cada segundo de nossa existência conosco), supreende alguém que julgue conhecer o outro. E mais: pressupor saber o que irá trazer-lhe felicidade ou não. 

Cada pessoa é um mundo em si. Cada um é fruto de todas as suas experiências, sua percepção do mundo. Cada ser humano tem uma bagagem única, como a sua impressão digital. Então, por que esperar que todos pensem, vistam roupas iguais ou se comportem da mesma maneira? Por que impor ao outro os nossos parâmetros? Dizendo a ele quando é ou não é permitido sentir-se de determinada maneira? Por que invadir as fronteiras do outro sem permissão? Não podemos, nem devemos. 

O bem-estar e a felicidade que buscamos nunca está fora de nós. A transformação do comportamento do outro não é a resposta. É preciso olhar mais pra dentro e menos pra fora. A forma como lidamos com o mundo externo é um reflexo de como está nosso mundo interno. E, então, tudo começa dentro, com a organização do nosso próprio universo. E assim como nós empreendemos grande esforço para mantermo-nos em equilíbrio, o mesmo é verdade para o outro. 

Estamos vivendo em uma era de velocidade e informação em que fica cada vez mais difícil dissimular aquilo que realmente somos. E isso é fantástico, pois assim, somos quase obrigados a lidar com nossas limitações, voltarmo-nos a nós mesmos na tarefa do aperfeiçoamento próprio e isso nos leva ao crescimento e ao desenvolvimento. 

É vital conhecer nossos limites e fronteiras, sabendo defendê-los quando ultrapassados. E assim como desejamos respeito e tolerância para nos explorarmos em paz, devemos igualmente oferecê-los ao próximo. 

“Cada homem é um universo em si”, e quando nós vamos ingressar em outro país, sempre vamos devidamente preparados para lidar e aceitar a sua cultura. Mais importante, então, não seria fazer isso para o nosso semelhante? A mudança começa com você.

Dan Gilbert é um professor de psicologia em Harvard e conduziu uma pesquisa sobre a felicidade. É autor de um livro chamado “O que nos faz felizes” e nesta palestra fala sobre os mecanismos de previsão e simulação de cenários do nosso cérebro (e como eles geralmente estão incorretos). O ponto alto, com certeza, é a conclusão de que nosso cérebro é capaz de sintetizar a felicidade, contudo, em condições contrárias às que nós geralmente pensamos. 

Mais uma palestra para mudar nossos conceitos e nos fazer pensar as fronteiras dos nossos conceitos. Afinal, como disse, Einstein, “a mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”.

Psicologia Positiva

Martin Seligman é um psicólogo estadunidense que, estudando o modelo tradicional de doenças da psicologia, percebeu três falhas: (1)a psicologia tornara-se vitimologista e patologista, esquecendo-se de que as pessoas eram responsáveis por sua própria conduta, capazes de fazer escolhas e tomar decisões; (2) a psicologia esquecia-se da sua missão de tornar as pessoas a se tornarem mais produtivas, mais felizes; (3) na ânsia em reparar o que não estava funcionando, não ocorria aos psicólogos desenvolver ferramentas para auxiliar as pessoas a serem mais felizes, intervenções positivas.

Com outros psicólogos, desenvolveu a chamada Psicologia Positiva, a qual deveria se preocupar com as forças, tanto quanto com as fraquezas; se importar em construir as melhores coisas da vida, tanto quanto em reparar as piores; e se focar tanto em tornar as vidas das pessoas mais gratificantes e alimentar alto desempenho/talento, quanto em curar patologias.

É uma abordagem interessantíssima! A palestra dada por Seligman ao TED aborda os tipos de vida feliz, suas características, sobre intervenções positivas sendo criadas e testadas; a comparação do poder do prazer e do significado! Apesar de não ser recente (2004), ainda é uma abordagem extremamente moderna e sobre a qual pouco se fala. É um bom começo para entender este ramo da psicologia que tem mudado a abordagem da performance humana, sendo, inclusive, uma das influências do coaching.

Somos eternos, somos infinitos….

É sempre tempo de mudança. Todos os dias podemos recomeçar. Tudo muda o tempo todo. Um momento é uma eternidade. E a eternidade é um momento.

Não importa quanto tempo se passou. Não importa há quanto tempo algo perdura. Em um instante, tudo pode se transformar. É sempre hora de virar a mesa. Nunca é tarde para iniciar algo novo, retomar uma antiga paixão. Não importa sua idade, não importa sua história. 

Estamos nos construindo incessamentemente. Não somos uma obra completa, entregues à existência como um trabalho pronto. Não nascemos Y e morremos Y. Passamos por muitos processos de transformação ao longo de uma existência. Nosso passado não determina o nosso futuro. Todos os dias, a todo momento, recebemos uma folha em branco para escrever nossa história. 

Somos um projeto em andamento. Um quadro sendo pintado. Mas este projeto nunca irá se encerrar. Este quadro nunca será completado. Nós nunca estaremos realmente prontos, pois nós somos eternos. E enquanto houver Vida, haverá movimento, pois nem a morte é capaz de pôr termo à este grande Presente.