Meu querido embargo!

Gente, se tem uma coisa que eu AMO… √© fazer Embargos de Declara√ß√£o.

No primeiro escrit√≥rio em que eu trabalhei, meu chefe tinha um approach muito √ļnico e diferente dele ou talvez n√£o, mas… era meu primeiro emprego, ent√£o, pra mim era novidade.

No caso dele, ele usava os Embargos como uma ferramente de di√°logo e prepara√ß√£o. Ele utilizava especialmente com o intuito prequestionador e, por isso, aventava perspectivas, n√£o inovadoras, mas… apresentava uma derradeira oportunidade de convencer o Juiz e esmiu√ßar os julgados.

Era BEM interessante. Ele, especialmente, apontava como a decisão, nos moldes em que foi dada, violava o ordenamento jurídico e isso me fez criar um amor especial pelos Embargos de Declaração.

Com o tempo, fui dando meu pr√≥prio toque e, hoje, √© minha pe√ßa preferida! Vejo como uma oportunidade de dialogar e debater o caso com o juiz, coisa que, n√£o sei voc√™s, mas… penso n√£o ter muito espa√ßo no procedimento brasileiro.

√Č raro ter um momento de ant√≠tese com o posicionamento do juiz, como temos nos embargos, j√° que, os recursos que se pode utilizar para modificar julgados e decis√Ķes s√£o opon√≠veis √† inst√Ęncia superior. Por isso, meu carinho especial pelos Embargos.

Eu já fiz um roteiro sobre essa amada peça aqui, pra provar cabalmente, como eles sempre tiveram um lugar especial no meu coração jurídico.

Ah, e um spoiler sobre a caso do post: s√≥ foi revertido em segunda inst√Ęncia, por apela√ß√£o.

Forte abraço a todos,

Paula Camila Pinto