Você está pronto?

Pensamento

Se a vida fosse uma orquestra, nós seríamos o maestro. Contudo, ao invés de usar os gestos das mãos e a batuta, nós a regemos com nossas emoções, pensamentos, atitudes, escolhas e ações.

Somos o elemento central de nossa própria existência, estabelecendo o ritmo em que as coisas acontecem. Por isso, autoconhecimento, inteligência emocional e autocontrole são imprescindíveis, pois precisamos ter a capacidade de estar presentes e reconhecer a oportunidade que cada momento apresenta. É necessário percepção e consciência de nós mesmos para podermos agir no agora conforme ele exige de nós para nos conduzir até onde queremos.

Digamos, por exemplo, que eu deseje realizar uma viagem. Qualquer um – salvo os espíritos aventureiros – me diriam que seria pouco prudente viajar sem que eu estivesse preparada. Como chegarei onde quero? Irei de carro, trem, avião? Se for de avião, preciso de uma passagem. Se for de carro, preciso saber a rota, as estradas que me levarão até lá. Onde me hospedarei? Preciso fazer reservas para um hotel? E se desejo ir a outro país? Preciso saber falar a língua? E a moeda? Precisarei de autorização para ingressar no seu território?

A nossa existência não é diferente. Nós podemos realizar qualquer coisa, mas para isso, precisamos estar preparados, ser capazes.

Se a oportunidade que você tanto espera surgisse hoje, você estaria pronto? E se a mulher/homem dos seus sonhos entrassem em sua vida, você seria capaz de construir o relacionamento que você tanto quer? E se você recebesse uma oferta para o emprego tão sonhado, você estaria apto a desempenhá-lo com excelência?

É comum olharmos para fora e observar todas as razões pelas quais aquilo que queremos não acontece. Contudo, precisamos olhar para dentro, para nós e nos perguntarmos: EU estou pronto? Eu fiz minha tarefa de casa? Eu criei o espaço necessário para acomodar os relacionamentos, a carreira, o estado de saúde que eu almejo?

O universo no qual existimos é extremamente generoso. Albert Einstein resumiu isto quando disse que “a vida não dá e nem empresta, não se comove e nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”. Por isso, cabe a nós preparar o terreno, semear e esperar que a natureza cumpra seu papel. E é esse todo o nosso trabalho: nos prepararmos para receber aquilo que estamos pedindo, pois ninguém pode nos negar nada, a não ser nós mesmos.

Então, em verdade, não é preciso descabelar-se, contorcer-se para que o que é bom aconteça. Não há razão para culpar a economia, o governo, o marido, o ex, o clima por você não estar vivendo aquilo que você quer pra você.

A beleza, o Amor, a prosperidade são abundantes. Mas todos eles esperam que nós façamos nossa parte: o de estarmos prontos. Afinal, o cometa vai passar, como ele sempre passa, e neste momento, só nos restará agarrar sua cauda e aproveitar o passeio.

O lado B (negativo) da mudança

Mudar é preciso. Tudo está em constante desenvolvimento e aquele que não se adapta, acaba sendo empurrado pela força da correnteza. Como Robbins diz: o que não está crescendo, está morrendo.

Mas por onde começar a promover estas mudanças? Algo, certamente, precisa ser feito de uma maneira diferente, afinal, como asseverou Einstein, “loucura é fazer a mesma coisa, esperando um resultado diferente”.
Contudo, se você não sabe exatamente o que precisa mudar, a dúvida pode deixá-lo paralisado. Ficar onde se está já não é mais uma opção, mas o próximo passo não é absolutamente claro.
Nessas encruzilhadas, penso que uma reflexão sobre o lado “negativo” da mudança é sempre pertinente.
Quando pensamos em mudar, automaticamente pensamos em agir, em realizar algo de uma maneira distinta. Mas nem sempre esse é o primeiro passo.
Em verdade, para que algo novo possa ser introduzido em nossa rotina, é preciso que haja espaço para ele. Assim como   para que possamos adotar uma nova maneira de pensar, é necessário que a forma antiga, que ocupa o seu espaço, seja descartada.
Sob essa perspectiva, o primeiro passo, em realidade,  seria deixar de fazer ou pensar algo. Seria uma atitude reflexiva, negativa.
É como querer renovar o guarda-roupa, mas mantê-lo cheio das roupas velhas. Onde as roupas novas encontrarão abrigo se não criarmos esse espaço para elas?
Por isso, quando comparo onde estou e percebo que, em verdade, gostaria de estar em outro lugar,  penso em como tenho utilizado meu tempo. E observo  aquilo que não me serve mais.
Talvez seja um comportamento que não mais contribui pra que eu caminhe na direção que almejo. Às vezes é um relacionamento que não mais constitui uma boa companhia.  Podem ser hábitos nocivos que não coadunam com aquilo que eu quero alcançar. E muitas vezes, são apenas pensamentos que fazem com que eu não processe os acontecimentos de maneira positiva e construtiva.
Antes de saber o que devemos fazer de diferente, é tão ou mais importante saber o que não devemos fazer. E então, eliminando tais elementos da nossa rotina, naturalmente criamos um espaço para o novo, para atitudes, comportamentos e pensamentos mais positivos.
Há um pensamento que diz: “um homem não pode descobrir novos oceanos se ele não estiver disposto a perder a costa de vista”. E esta é uma grande verdade.
Não há como trazer o novo se o velho ocupa seu lugar. Muitas vezes, a real dificuldade está, não em realizar algo novo, mas em abrir mão do que já temos, somos, fazemos, pensamos, impedindo-nos de progredir e nos desenvolver.
Por isso, para todos aqueles que se encontram encurralados, a reflexão que proponho é: o que hoje, em sua vida, não está funcionando? O que você precisa deixar para trás, para que algo novo encontre espaço para florescer em sua vida? É um comportamento negativo, um hábito nocivo, um relacionamento ruim ?  
 
Perceba-o e escolha deixa-lo no seu passado, pois se não deixarmos para trás quem somos, nunca saberemos tudo o que podemos ser.
A mudança não precisa ser assustadora, ela pode ser tão simples quanto deixar algo pra trás.
Um futuro reluzente se aproxima, mas ele precisa de espaço para se acomodar. E cabe a nós preparar o solo onde ele vai germinar.

Live and let live

We’re surrounded by other people. Real privacy is a myth. We’re constantly sharing our feelings, thoughts and activities. Internet allowed us to create an edited life. And, among all that, it is so easy to forget the answer to this question: who are we living for? 

It is undeniable that we’re part of a community. Or that no man is an island. We need each other to make progress as a society… but, we do not need each other to be happy. Relationships are opportunities to express ourselves, be who we are and get to know ourselves. Or else, how would we act, react, interact? Happiness, on the other hand, is a state of the spirit –  or of mood – if that makes more sense. The only one who feels his feelings or not is the individual, that can establish any condition to be (or not) happy. 

“I will only be happy if I have the newest car”, “I’ll only be happy if I can make 20k a month”, “I’ll only be happy if I have the perfect family”, “I will only be happy if my husband will notice I changed my hair color”, “I will only be happy if my team wins the championship “. It is Ok to want all of this. Really! We’re moved by desires and interests. However, if we condition our happiness and well-being to external circumstances, over which we have no control… we must be prepared for a roller-coaster ride. It’s so uncertain and so unpredictable. We create unrealistic expectations and we cross our fingers and hope the world will just follow along.  

Expectation is slaying. To those who creates and to those for whom it is created. We creates a pattern and hope others will live up to it. We’re conditioning our feelings. We justify our unhappiness, our lack of politeness, our coarseness with the behavior of another. However, nothing or no one has control over how we feel and how we act, except if we allow it. If I choose to be solely responsible for how I feel, what kinds of thoughts I think, how I will be and act… It is done! I’ve chosen it. Instead…. if I restrict myself to something surrounding me…. boy, am I creating a prison for myself. 

To be happy, we need Love. For us and for everything else. We learn to love and accept ourselves in order to love and accept others because the relationships we have are a reflection of our relationship with ourselves. And Love respects. They understand other limitations and has no intention of enslaving them to our wishes in order to offer a feeling, a friendship. The capacity to feel is ours. 

Do not impose life scripts to others, neither wear their costumes or fantasies. We’re all free to feel and be whomever we like. We must free ourselves from the fetters that choke all of us. The expectation of submitting the other to ours hopes and wishes. And, specially, our submission to others expectations and desires. 

Live and let live. And in a free world, we’ll be finally able to breathe peacefully, aware and conscious that we’re living among real people and not people wearing masks. Respect and accept the other and just be yourself. 

Viva e deixe viver

Convivemos intensamente socialmente. A verdadeira privacidade é rara. Estamos constantemente expressando nossos sentimentos, nossos pensamentos, compartilhando atividades. A internet permitiu que criássemos uma vida editada. E no meio disso tudo, é fácil esquecer a resposta para uma pergunta: pra quem estamos vivendo?

Inegável que fazemos parte de uma comunidade. Inegável que nenhum homem é uma ilha. Precisamos uns dos outros para progredir enquanto sociedade… mas, não precisamos do outro para ser feliz. Relacionamentos são oportunidades para nos expressarmos, sermos quem somos e nos conhecermos. Ou, de outra maneira, como agiríamos, reagiríamos, interagiríamos? A felicidade, por sua vez, é um estado de Espírito, de humor – se assim preferir. O único que sente ou não os seus sentimentos é o próprio indivíduo, que pode condicioná-los ao que ele quiser.

“Só vou ver feliz se tiver um carro do ano”, “Só vou ser feliz de ganhar R$20 mil por mês”, “Só vou ser feliz se tiver uma família Doriana”, “Só vou ser feliz se meu marido for mais presente”, “Só vou ser mais feliz se o Fluminense ganhar o brasileirão”, “Só vou ser feliz se o PT explodir”. É ótimo querer! Desejos, interesses nos movem. Mas condicionar a felicidade e o bem-estar às circunstâncias externas, sobre a qual não temos nenhum controle… é imprevisível e instável demais. E nisso, criamos expectativas impossíveis, incontroláveis… parâmetros que sufocam, na espera de que o mundo siga com ele para que possamos simplesmente nos sentir bem.

A expectativa é algo que massacra. Tanto quem espera, quanto aquele de quem é esperado. Cria-se um padrão mental e espera-se que o outro corresponda a ele. É o sentimento condicional. Justifica-se a infelicidade, a falta de educação, a grosseria com o comportamento do outro. Contudo, nada, nem ninguém, tem o controle sobre como nos sentimos e como agimos, a não ser conforme nossa própria permissão. Se eu escolho ser a única responsável por como eu me sinto, que tipos de pensamentos eu penso, como eu sou e como eu ajo… eu serei! Contudo, a contrário, se eu me condicionar a tudo a meu redor… eu estarei criando uma prisão para mim mesma. Deixando a cargo dos outros aquilo que só cabe a mim.

Para ser feliz é preciso ter Amor. Por nós e por tudo. “Ama o próximo como a ti mesmo”. Tenho que primeiro me amar, para amar ao próximo, pois os nossos relacionamentos são um reflexo do relacionamento que temos com nós mesmos. E o Amor respeita. Ele aceita as limitações do próximo, não tendo a menor intenção de escravizá-lo às suas vontades para oferecer algum sentimento. A capacidade de sentir é nossa, não do outro.

Não imponha roteiros aos outros, nem vista as fantasias de outra pessoa. Cada um é livre para sentir e ser o que quiser. É preciso libertar-se das amarras que nos sufocam: a expectativas da submissão do outro à nossa vontade e, principalmente, de nossa própria submissão às expectativas alheias.

Viva e deixe viver… e em um mundo liberto, poderemos finalmente respirar em paz, com a consciência de que estamos lidando com pessoas e não com máscaras.

Where have you been hanging?

We’re living in a time when everything is available. It is possible to find any kind of information, substance – legal or illegal, people, activities… all is allowed and noting is off limits. We have seen it all!

We can encounter any kind of group – people that will unite for many reasons and interests. You can find those who will only eat sweet potato and chicken, those who wear nothing unless it has a valuable label, that will only read those on the NY Times bestsellers’ list, that will kiss boys and girls, that will only kiss boys, that will only kiss girls, those who are totally against interrupting a developing life and those who are pro choice.

One can only conclude that we’re living in a time of extreme freedom. We’re capable of creating anything we want. We can spend our time as we wish. And the result is that we see: everything! An ode to individuality, an aversion to conformity. There’s no more space for trying to fit it into someone else’s mold or to expect people to conform to ours. We’re 7 billion humans… and we’re all unique.

There’s never been more clear that we’re the only ones responsible for our existence and how we conduct ourselves. We have total control over how we act, even of our thoughts. Some with more awareness than others – of course. But, still… by choice!

We’re no longer animals being guided. We are capable. We know! We reach! We seek! We find! We have the ability to CHOOSE whatever we want to believe in. Conform as much as you want… but there’s no more blaming others. There’s no more excuses – it is only up to you.

This is why it only gets harder to live with masks. After all, who can bear a lifetime of illusion? What has been guiding you? Which one is your reality? What is your truth? Are you going to keep ignoring those questions, concerned about the new actor’s relationship? Or are you going to cut through the bullshit and distractions and figure out what’s really important to you – who are you?

In these days, anything is available. Pick the dish you wish from the menu. It is all on the table. But never forget that each choice reveal ourselves. And it has never been easier to recognize someone.