[Novo CPC] Roteiro de Estudo gratuito pela ESA-OAB/SP

Caros Colegas,

Em 6 meses entra em vigor o Novo Código de Processo Civil, o que irá impactar profundamente a atuação de todos os envolvidos na atividade da jurisdição, inclusive – e principalmente – o Coringa do sistema que somos nós, os Advogados.

Para começar a sentir o drama  se familiarizar com a Lei 13.105/2015, que será nossa nova companheira de aventuras, sugiro a entrevista do Ministro Luiz Fux para a OAB/SP.

Em seguida, penso que seja razoável e pertinente a leitura do Novo Código de Processo Civil in natura. Fechando com um curso gratuito da ESA-OAB/SP, que é acessível após um simples cadastro, ministrado pelo Dr. Claudio Cintra Zarif.

Você está pronto?

Pensamento

Se a vida fosse uma orquestra, nós seríamos o maestro. Contudo, ao invés de usar os gestos das mãos e a batuta, nós a regemos com nossas emoções, pensamentos, atitudes, escolhas e ações.

Somos o elemento central de nossa própria existência, estabelecendo o ritmo em que as coisas acontecem. Por isso, autoconhecimento, inteligência emocional e autocontrole são imprescindíveis, pois precisamos ter a capacidade de estar presentes e reconhecer a oportunidade que cada momento apresenta. É necessário percepção e consciência de nós mesmos para podermos agir no agora conforme ele exige de nós para nos conduzir até onde queremos.

Digamos, por exemplo, que eu deseje realizar uma viagem. Qualquer um – salvo os espíritos aventureiros – me diriam que seria pouco prudente viajar sem que eu estivesse preparada. Como chegarei onde quero? Irei de carro, trem, avião? Se for de avião, preciso de uma passagem. Se for de carro, preciso saber a rota, as estradas que me levarão até lá. Onde me hospedarei? Preciso fazer reservas para um hotel? E se desejo ir a outro país? Preciso saber falar a língua? E a moeda? Precisarei de autorização para ingressar no seu território?

A nossa existência não é diferente. Nós podemos realizar qualquer coisa, mas para isso, precisamos estar preparados, ser capazes.

Se a oportunidade que você tanto espera surgisse hoje, você estaria pronto? E se a mulher/homem dos seus sonhos entrassem em sua vida, você seria capaz de construir o relacionamento que você tanto quer? E se você recebesse uma oferta para o emprego tão sonhado, você estaria apto a desempenhá-lo com excelência?

É comum olharmos para fora e observar todas as razões pelas quais aquilo que queremos não acontece. Contudo, precisamos olhar para dentro, para nós e nos perguntarmos: EU estou pronto? Eu fiz minha tarefa de casa? Eu criei o espaço necessário para acomodar os relacionamentos, a carreira, o estado de saúde que eu almejo?

O universo no qual existimos é extremamente generoso. Albert Einstein resumiu isto quando disse que “a vida não dá e nem empresta, não se comove e nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”. Por isso, cabe a nós preparar o terreno, semear e esperar que a natureza cumpra seu papel. E é esse todo o nosso trabalho: nos prepararmos para receber aquilo que estamos pedindo, pois ninguém pode nos negar nada, a não ser nós mesmos.

Então, em verdade, não é preciso descabelar-se, contorcer-se para que o que é bom aconteça. Não há razão para culpar a economia, o governo, o marido, o ex, o clima por você não estar vivendo aquilo que você quer pra você.

A beleza, o Amor, a prosperidade são abundantes. Mas todos eles esperam que nós façamos nossa parte: o de estarmos prontos. Afinal, o cometa vai passar, como ele sempre passa, e neste momento, só nos restará agarrar sua cauda e aproveitar o passeio.

O lado B (negativo) da mudança

Mudar é preciso. Tudo está em constante desenvolvimento e aquele que não se adapta, acaba sendo empurrado pela força da correnteza. Como Robbins diz: o que não está crescendo, está morrendo.

Mas por onde começar a promover estas mudanças? Algo, certamente, precisa ser feito de uma maneira diferente, afinal, como asseverou Einstein, “loucura é fazer a mesma coisa, esperando um resultado diferente”.
Contudo, se você não sabe exatamente o que precisa mudar, a dúvida pode deixá-lo paralisado. Ficar onde se está já não é mais uma opção, mas o próximo passo não é absolutamente claro.
Nessas encruzilhadas, penso que uma reflexão sobre o lado “negativo” da mudança é sempre pertinente.
Quando pensamos em mudar, automaticamente pensamos em agir, em realizar algo de uma maneira distinta. Mas nem sempre esse é o primeiro passo.
Em verdade, para que algo novo possa ser introduzido em nossa rotina, é preciso que haja espaço para ele. Assim como   para que possamos adotar uma nova maneira de pensar, é necessário que a forma antiga, que ocupa o seu espaço, seja descartada.
Sob essa perspectiva, o primeiro passo, em realidade,  seria deixar de fazer ou pensar algo. Seria uma atitude reflexiva, negativa.
É como querer renovar o guarda-roupa, mas mantê-lo cheio das roupas velhas. Onde as roupas novas encontrarão abrigo se não criarmos esse espaço para elas?
Por isso, quando comparo onde estou e percebo que, em verdade, gostaria de estar em outro lugar,  penso em como tenho utilizado meu tempo. E observo  aquilo que não me serve mais.
Talvez seja um comportamento que não mais contribui pra que eu caminhe na direção que almejo. Às vezes é um relacionamento que não mais constitui uma boa companhia.  Podem ser hábitos nocivos que não coadunam com aquilo que eu quero alcançar. E muitas vezes, são apenas pensamentos que fazem com que eu não processe os acontecimentos de maneira positiva e construtiva.
Antes de saber o que devemos fazer de diferente, é tão ou mais importante saber o que não devemos fazer. E então, eliminando tais elementos da nossa rotina, naturalmente criamos um espaço para o novo, para atitudes, comportamentos e pensamentos mais positivos.
Há um pensamento que diz: “um homem não pode descobrir novos oceanos se ele não estiver disposto a perder a costa de vista”. E esta é uma grande verdade.
Não há como trazer o novo se o velho ocupa seu lugar. Muitas vezes, a real dificuldade está, não em realizar algo novo, mas em abrir mão do que já temos, somos, fazemos, pensamos, impedindo-nos de progredir e nos desenvolver.
Por isso, para todos aqueles que se encontram encurralados, a reflexão que proponho é: o que hoje, em sua vida, não está funcionando? O que você precisa deixar para trás, para que algo novo encontre espaço para florescer em sua vida? É um comportamento negativo, um hábito nocivo, um relacionamento ruim ?  
 
Perceba-o e escolha deixa-lo no seu passado, pois se não deixarmos para trás quem somos, nunca saberemos tudo o que podemos ser.
A mudança não precisa ser assustadora, ela pode ser tão simples quanto deixar algo pra trás.
Um futuro reluzente se aproxima, mas ele precisa de espaço para se acomodar. E cabe a nós preparar o solo onde ele vai germinar.

Tony Robbins: Por que fazemos o que fazemos?

O Anthony Robbins é um dos maiores (se não o maior) coach pessoal do mundo e já inspirou milhões de pessoas, celebridades, personalidades e coaches brasileiros. Ele tem uma perspectiva fantástica da Vida e a expõe isso em todo o seu material disponível (livro, vídeos). Seu motto é que nosso destino é moldado pelas nossas decisões. Algo em que eu acredito piamente, principalmente, considerando que fazemos escolhas o tempo todo! 

Neste vídeo, ele aborda o que está por trás das nossas decisões, as emoções e as famosas 6 necessidades que nos movem. Para chegar onde se quer, é preciso estar com as rédeas de si nas mãos, guiando-se sabiamente, por isso a inteligência emocional e autoonhecimento são essenciais para ser bem-sucedido.Qualquer ferramenta que nos auxilie na obtenção dessas habilidades são bem-vindas! 

O estilo de Robbins é enérgico – direto e reto! Eu adoro! A palestra é apenas a ponta do iceberg do império de conteúdo que ele já criou. Vale a pena dedicar 22 minutos a esta sagacidade em forma de pessoa para entrar no fantástico mundo de Tony. 

Dan Gilbert é um professor de psicologia em Harvard e conduziu uma pesquisa sobre a felicidade. É autor de um livro chamado “O que nos faz felizes” e nesta palestra fala sobre os mecanismos de previsão e simulação de cenários do nosso cérebro (e como eles geralmente estão incorretos). O ponto alto, com certeza, é a conclusão de que nosso cérebro é capaz de sintetizar a felicidade, contudo, em condições contrárias às que nós geralmente pensamos. 

Mais uma palestra para mudar nossos conceitos e nos fazer pensar as fronteiras dos nossos conceitos. Afinal, como disse, Einstein, “a mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”.