Mudar é preciso

Are You Happy?  by Alex / HeadUp and David Meiklejohn

Como diz a imagem: se você não está feliz e quer ser feliz – mude! Mudar faz parte de nossa caminhada e é preciso para que continuemos progredindo constantemente. Nós podemos ter a vida que nós quisermos, somos capazes de muito! Mas só descobrimos e acreditamos neste poder quando o utilizamos. 

Um grande empecilho para mudança é a vitimização. Muitas pessoas se colocam no papel de vítima das circunstâncias. Por isso é importante assumirmos nossa responsabilidade pessoal. Você não é vítima, você é um agente. Você é a personagem protagonista de sua vida e tem todo o poder de moldá-la como deseja.  Assuma a responsabilidade por todas as escolhas que você faz, seja em atitude, em postura, em ação, e que contribuem para que você se encontre em determinada situação. 

Uma grande arma para todos aqueles que desejam mudar é a mudança de percepção. Para que possamos mudar a realidade é preciso, primeiro, modificar a forma como a enxergamos. Há um termo em inglês que eu acho muito interessante: o mindset, que traduziria para mentalidade. Acho a palavra inglesa interessante porque ela remete a um cenário mental, que contribui para que você perceba a realidade de outra maneira. Pense bem: se você se encontra agora em uma situação que você pensa não ter jeito, a partir do momento em que você busca outra perspectiva, vai conseguir imaginar outras soluções que não existiriam bem no cenário que você enxerga agora. Logo, para mudar a realidade é importante que você mude, primeiro, a sua mentalidade e percepção sobre ela

Abraham Lincoln disse que devemos sempre ter em mente que nossa resolução em ser bem-sucedido é mais importante do que qualqer outra (“Always bear in mind that your own resolution to succeed is more important than any other”). Por isso, não aceite as circunstâncias como elas são, se você não está feliz. E mesmo que você esteja: não se acomode! Não se conforme com as coisas erradas, com a situação na qual você não esteja em seu melhor. PROMOVA MUDANÇAS – internas ou externas! Não só você esterá tornando a sua vida mais feliz, como você também estará contribuindo para um mundo melhor… wouldn’t that be nice? Se cada um faz sua parte, podemos todos crescer juntos!

Quem escreve o seu Livro?

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Cachoeira do Barata – Tepequém – Boa Vista/RR

De quando em quando, seguindo o fluxo de vida caótico que nos é oferecido pela “vida moderna”, entramos no piloto automático. Como nada acontece do dia para noite, o desânimo vai dando pequenos sinais: você já não se veste com o mesmo cuidado, já não arruma o cabelo com o mesmo capricho, já não produz no seu trabalho como antes… e vai achando que tudo certo, que faz parte, que é só hoje. E quando você percebe, já se passaram semanas, meses… às vezes, anos.

Hoje em dia, temos muitos nomes para esses rompantes: depressão, síndrome do pânico, Deficit de Atenção. E para todos esses: uma pílula. Mas qual é a raiz disso tudo? Será que não é nosso constante relegar para a figura autoritária o poder de determinar as regras de nossas vidas? Vamos seguindo uma cartilha iniciada pelos pais, continuadas pelos professores e completadas pelos chefes. E depois, quando você se depara com uma vida que não é exatamente a que você escolheu, você – naturalmente – entre em uma crise, bombardeando-se de perguntas e alguém lhe vem com a solução: uma pílula – mais um escrevendo na sua cartilha.

Eu sempre fui extremamente curiosa e costumava bombardear meus pais com “por quês”. Nunca aceitava ordens sem questionar a razão de estar fazendo aquilo… claro, levei muitas bronquinhas, ouvi muitos “3, 2…”. Mas mesmo assim, segui a cartilha: escolhi um curso prestigiado pela sociedade, cultivei um relacionamento sério (se não procriarmos, o que será de nós, ó Céus?), fiz estágios e cursos para “melhorar o currículo”, estudei para “passar de primeira na OAB”, engatei dois cursos de especialização após a faculdade…. estava tudo conforme a cartilha do sucesso: se forme em uma boa faculdade, continue estudando, arrume um bom emprego, case-se, compre uma casa, tenha filhos e viva feliz para sempre. Até que eu não estava feliz! Nada daquilo era o que eu realmente queria… eu não estava vivendo a minha vida, mas a vida que ditaram pra mim.

Inevitavelmente, as crises existenciais advieram – e o que alguns poderiam denominar depressão. Mas eu não tomei remédios. Primeiro pensei que estava me faltando diversão e me engajei naquilo que é dito divertido: me dei férias por 6 meses para curtir festas, pequenas viagens, churrascos, futebol, bebidas. Fiz algo que nunca havia feito em 22 anos: fui “farrear”.  Saía com um grupo de amigos de quinta a domingo. Aquilo não durou 3 meses, quando um dia, antes de me arrumar, simplesmente pude admitir que aquilo não estava funcionando. Prefiria voltar para meu recolhimento habitual e voltar a conviver com as perguntas incessantes na minha cabeça.

Durante este período, ouvi coisas do tipo: “você pensa demais”, “você pergunta demais”, “você espera demais da vida”. Tudo era demais. Como se tudo aquilo que eu estivesse vivendo fosse inadequado. Incomum? Pode ser. Mas errado? Jamais! Foi um pesadelo…. até o dia em que resolvi procurar respostas para todas as minhas perguntas e, como quem procura, acha… encontrei! Hoje, aos 26 anos, estou mais tranquila e estável do que jamais fui em minha vida, cuido da saúde do meu corpo com prazer: faço exercícios regularmente, como bastante legumes/frutas e restringi a proteína animal ao peixe e alguns frutos do mar, independo de estímulos externos para me sentir bem e feliz. A melhor parte foi que encontrei minha ligação interna com Deus e minha própria voz… eu não sigo mais a cartilha de ninguém. No meu livro, só quem escreve sou eu.

A razão por eu estar escrevendo tudo isso é a seguinte: não é fácil “sair da Matrix” (acho essa expressão engraçada, mas com um fundo de verdade). Não é fácil olhar para si e descobrir que você não sabe quem você é de verdade, que tudo o que você vem fazendo até então não é, em realidade, aquilo que vai te fazer feliz – até porque, o que parece de cara é que você “jogou sua vida fora”. Isso passa! E fica tudo bem. Não há necessidade de surtar, de ter crises de pânico, de entrar em depressão, de se entupir de remédio… news flash: isso é normal. Ou deveria ser. O que você realmente precisa é não ter medo. Como diz uma frase de Joseph Campbell: “Na caverna em que você teme entrar, está o tesouro que você busca” (The cave you fear to enter holds the treasure you seek).

Por isso, não tenha medo de cortar relações que não são saudáveis, de deixar de fazer coisas que não condinzem com quem você é….NÃO TENHA MEDO DE MUDAR! Não tenha… e se alguém chegar e dizer que você não é mais o/a fulano(a) de antigamente… ÓTIMO! Que bom. Isso quer dizer que você não parou no tempo! Não se deixe influenciar pelos pensamentos negativos de quem não tem coragem de tomar a caneta para si. 

Cultive a coragem! Faça aquilo que você sempre quis, mas tem medo. Não tenha receio de se questionar “é isso o que eu quero? por que estou fazendo isso? qual é o propósito do que estou construíndo?” E se você perceber que não é o seu caminho. Ok! Mude a direção. Na vida, não existem fracassos, apenas lições.

Nunca perdemos quando estamos em busca de nós mesmos, quando silenciamos a loucura da vida externa, para ouvir o Deus que nos habita. A mágina acontece quando você entende que você tem direito a muito mais: uma vida feliz, uma consciência tranquila, e que, não existem respostas erradas, apenas pessoas diferentes. Quando despertamos para quem realmente somos, o que vamos descobrir é que, no fundo, somos todos invencíveisE é aí que a vida realmente começa.

Às vezes você ganha, às vezes você aprende.

Na vida, não existem resultados negativos. Não existem perdas: às vezes você ganha, às vezes você aprende. O fracasso não existe. Uma tentativa mal-sucedida é, no mínimo, uma lição. E quantos erros futuros uma lição aprendida pode poupar?

O medo impõe como verdadeiro algo que não existe. Mas você acredita tanto nele, que até parece real. E por isso, deixa de tentar. E por medo de falhar, deixa de crescer. E não seria este o maior fracasso de um ser humano?

Há muitos motivos pelos quais deixamos de fazer aquilo que realmente queremos. Às vezes por medo de decepcionar os outros, de destruir sua “reputação”: “Mas o que será que os outros vão pensar de mim?”. Ora, o medo trocar o conforto da casa dos seus pais pelo incerto. Ou simplesmente, do desconhecido.

Há uma frase que diz: “Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.“. Por isso, na próxima vez em que você se sentir paralizado, pergunte-se se aquilo é real. Vale a pena deixar de viver uma experiência por medo de algo que você nem sabe bem o que é? O que você realmente tem a perder? E cuidado se, no fim das contas, tudo aquilo que você pode perder é a oportunidade de obter algo que você realmente sonhou.

“Diz uma antiga fábula que um rato vivia angustiado com medo do gato. Um mágico teve pena dele e transformou-o num gato. Mas ele ficou com medo de cão, por isso o mágico transformou-o em pantera. Então ele começou a ter medo dos caçadores. Nessa altura o mágico desistiu. Transformou-o em rato novamente e disse: – Nada que eu fiz por ti te vai ajudar, porque tu tens apenas a coragem de um rato. É preciso coragem para alcançar os objetivos que se nos deparam. Sabes que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos.”

E você? O que está deixando de fazer pelo medo de um rato?